Está pronto para transformar seu mundo interior?

Está pronto para transformar seu mundo interior?

Na Psicanálise, nós não olhamos para esses quadros como "doenças biológicas com nomes fixos", mas sim como estruturas e defesas do inconsciente. O que a psiquiatria clássica chama de transtornos, fobias e traumas, nós escutamos e tratamos a partir do sofrimento e do desejo do sujeito.

 

A Psicanálise atua com total eficácia em todo esse espectro:

 

1. As Fobias (As Neuroses Fóbicas)

 

Para a Psicanálise, a fobia (seja medo de avião, de altura, fobia social...) não é um defeito no cérebro. Ela é uma tentativa do inconsciente de dar um nome para um medo que o sujeito não consegue explicar.

 

Como atua: O inconsciente pega uma angústia interna muito pesada e, para se defender, projeta essa angústia em um objeto externo (o elevador, o animal, a multidão). Na análise, em vez de tentarmos apenas fazer o paciente "tolerar" o objeto com técnicas de exposição, nós vamos atrás do que aquele medo está escondendo de verdade. Quando o mistério de trás da fobia é decifrado, o medo perde a força.

 

2. Os Traumas e as Fixações

 

O trauma, sob a ótica psicanalítica, não é apenas o evento ruim que aconteceu no passado, mas sim o fato de o psiquismo não ter conseguido processar e dar sentido àquela dor na época. O sujeito fica preso, repetindo o sofrimento silenciosamente (o que na neurobiologia vemos como o curto-circuitamento de redes de ameaça e pânico).

 

Como atua: O divã funciona como um espaço de ressignificação. O analista ajuda o paciente a colocar em palavras o que antes era apenas uma dor muda e sem nome. Ao falar sobre o trauma na transferência, o paciente consegue "reescrever" a sua própria história, desamarrando-se do passado para que o evento deixe de governar o seu presente.

 

3. A Histeria e as Somatizações (Conversão)

 

Sabe aquele paciente que vai a todos os médicos, sente dores reais no corpo, paralisias, falta de ar ou crises que parecem convulsões, mas nenhum exame acusa nada físico? A psicanálise nasceu descobrindo que o corpo fala o que a boca cala.

 

Como atua: Isso é o que chamamos de conversão histérica. A energia de um conflito psíquico que foi reprimido se desvia e se expressa através do corpo. A clínica psicanalítica atua dando voz ao sofrimento psíquico para que o corpo possa, finalmente, parar de gritar.

 

4. A Neurose Obsessiva (O Hipercontrole e as Ruminações)

 

O que o mercado hoje chama de TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo) ou "paralisia por análise", a psicanálise estuda como a estrutura obsessiva. É o sujeito que vive preso em pensamentos repetitivos, rituais rígidos e uma necessidade absoluta de controlar tudo e todos ao seu redor para evitar que algo dê errado.

 

Como atua: Essa necessidade de controle é uma defesa contra o desejo e contra o imprevisto da vida (o Real). O analista atua furando esse curto-circuito de pensamentos, fazendo o obsessivo se deparar com a falta e com o fato de que o controle é uma ilusão, libertando-o para viver e desejar sem culpa.

 

5. Os Estados Depressivos e o Luto Melancólico

 

Diferente da abordagem medicamentosa que trata a depressão puramente como falta de serotonina, a psicanálise escuta a depressão como uma grave perda de investimento da pulsão de vida.

 

Como atua: Na melancolia, o sujeito não perdeu apenas alguém ou algo; ele perdeu a si mesmo no processo, direcionando toda a sua agressividade e crítica contra o seu próprio ego. A análise ajuda o paciente a descolar a sua identidade dessa perda, reativando os sistemas motivacionais e de busca do inconsciente.

 

O Diferencial Psicanalítico?

 

Nós não curamos eliminando quem o paciente é; nós curamos fazendo o paciente entender o que o seu sintoma está tentando dizer.

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